Budapeste, a cidade mais reluzente da Europa Central

08.08.2019 - 19:08


Viagens

As corridas de Fórmula 1 sempre nos permitem conhecer mais do que os emocionantes circuitos mundo a fora. A última delas, antes das férias de verão – que liberam os pilotos até 1º de setembro – aconteceu domingo, 4 de agosto, em Hungaroring, na Hungria, com mais uma espetacular vitória de Lewis Hamilton (Mercedes). O lugar é um convite a bela Budapeste, cidade que fica muito perto do circuito e é referência como um dos destinos mais bonitos da Europa Central.

Sua história é curiosa. Cortada pelo Rio Danúbio, formou-se com a união de duas cidades distintas, hoje os principais distritos do município. De um lado está Buda, o mais alto, onde vivia a nobreza e onde estão belíssimos prédios seculares; no outro, Peste, uma região mais plana, com estilo mais moderno e onde mora a maior parte da população.

A cidade é cortada pelo Rio Danúbio, com muitas e belas pontes e uma vista espetacular de ambos os lados. Foto: Divulgação/Pixabay

A localização estratégica convida a caminhar pra lá e pra cá pela beira do rio e atravessar as famosas pontes. A mais antiga delas, Ponte das correntes, foi justamente a que proporcionou a primeira ligação, em 1849, entre as duas cidades. Durante a Segunda Grande Guerra, sofreu destruição significativa. Mas foi reconstruída e se mantém como a mais requisitada pelos turistas.

A paisagem urbana é repleta de esculturas e de história. A começar pelo Castelo de Budapeste, cartão postal do país. Esta para a Hungria como a parisiense Torre Eiffel está para a França. No interior da edificação estão a Biblioteca e a Galeria nacionais, e o Museu da História de Budapeste. Mas, mesmo que não entre em nenhuma dessas atrações turísticas, a área externa já vale a visita. Durante o dia e à noite também, quando as luzes da cidade garantem um espetáculo à parte.

O Castelo de Budapeste, cartão postal, exibe uma arquitetura impressionante e guarda preciosidades. Foto: Divulgação/Pixabay

Da mesma forma que o Parlamento, uma edificação enorme, imponente e tão concorrida quando o Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia. Quem quiser visitá-lo deve se ater quanto à compra de ingressos com antecedência para garantir o programa no roteiro. Ópera de Budapeste, Ilha Margarida, Fortaleza de Cidadela, Bastião dos Pescadores; o Grande Mercado, os bares e restaurantes instalados em ruínas, o bairro judeu e a neogótica Igreja de Matias – onde os reis foram coroados – são outras das muitas atrações imperdíveis – grande parte delas com telhados colorido, uma característica bem particular. E, se der tempo, visitar uma das tantas casas de águas termais.

Bastião dos Pescadores, próximo à Igreja Matias, proporciona uma das mais completas observações panorâmicas de toda a cidade. Foto: Divulgação/Pixabay

Um dia de Fórmula 1

Hungaroring fica a cerca de 20 quilômetros do centro de Budapeste. A pista, construída em 1986 para receber as corridas de Fórmula 1, é considerada bastante sinuosa, com poucas retas, o que exige muito dos pilotos e suas escuderias. Nesta prova, a Mercedes-Benz é sempre considerada favorita. E não foi diferente este ano. Com uma estratégia considerada ousada – parando para troca de pneus, num pit stop não previsto, a 20 voltas da bandeirada final -, a Mercedes-Benz garantiu o voo de Lewis Hamilton para mais uma vitória.

Os carros das Mercedes-Benz são considerados os favoritos neste circuito inaugurado em 1986 especialmente para as corridas de Fórmula 1. Foto: Divulgação/Pixabay

Toda essa emoção, de dirigir nas emocionantes pistas de Hungaroring pode ser sentida por pilotos amadores também. O circuito disponibiliza algumas datas para quem quiser viver esta emoção e sentir a sensação dos pilotos profissionais, guiando carros de corrida ou potentes esportivos pelos quatro quilômetros de curvas acentuadas e de grande dificuldade de ultrapassagem. Informações sobre dias, horários e valores para participar desta experiência arrebatadora estão disponíveis no site oficial do autódromo.

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