Hockenheim atrai para um circuito cheio de história

28.07.2019 - 16:07


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Cidade sede do GP de Fórmula 1 neste final de semana é um convite a conhecer muito mais sobre o rico Sudeste da Alemanha

Divulgação/Mercedes-Benz

No ano em que as corridas de automóveis celebram 125 anos, estar na Alemanha nesta época é mesmo um privilégio. Além do Grande Prêmio de Fórumla 1 em Hockenheim, neste domingo – que promete outras grandes emoções, afinal Lewis Hamilton está no páreo e sempre surpreende –, são muitos os parques fantásticos na região e um museu do Esporte a Motor cheio de histórias sensacionais das categorias que arrepiam com o roncar dos motores.

Em 2.200m2 estão dispostos cerca de 300 carros e motos. Entre eles, a primeira motocicleta da história e alguns exemplares de carros de corrida, como os pilotados pelos campeões Michael Schumacher e Keke Rosberg, dois alemães que construíram carreira sólida nas pistas mundiais. Mas a cidade é pequena, tem pouco mais de 20 mil habitantes e o melhor é seguir adiante.

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Na mesma região Sudeste, ficam duas outras cidades bem interessantes e que devem entrar no roteiro. A romântica Heidelberg está a apenas 23 quilômetros. Por lá é possível se encantar com as ruas estreitas e inspiradoras, as casas e cafés charmosos, o passeio na beira do rio Neckar, e admirar as torres e igrejas de características góticas. A grande atração, entretanto, é o famoso castelo no alto da colina Königstuhl. La de cima, a vista panorâmica é para lembrar a vida inteira, ainda mais nesses dias de verão, com o sol se pondo entre 22h e 23 horas.

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Outra cidade imperdível é a milenar Stuttgart, que fica em torno de 120 quilômetros de Hockenheim. Imponente, cosmopolita, tem muitos parques, jardins botânicos e zoológicos; patrimônio medieval preservado, galerias de arte e uns tantos museus – inclusive museu do vinhos.

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Polo industrial reconhecido, é lá que a Mercedes-Benz tem sua sede e um museu incrível. O prédio impressiona já pela arquitetura e emociona com o acervo de mais de 1500 peças e 160 modelos de carros de todas as épocas, desde o início da marca pioneira no setor automobilístico, em 1886. Em nove andares de um projeto em espiral, a história da montadora e seu pioneirismo vai sendo contata em detalhes que prendem a atenção do começo ai fim da visita. Inclusive sua história nos circuitos de corrida, como a própria Fórmula 1.

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125 anos de corridas

Foi em 1894, na França, que aconteceu a primeira corrida de automóveis do mundo, entre as cidades de Paris e Rouen. Os dois veículos em primeiro lugar tinham motores produzidos sob a licença da Daimler, e deram início a esses 125 anos de corrida comemorados agora, em 2019. Os pódios também revelaram a prestigiosa sucessão de conquistas da Mercedes-Benz no Motorsport. E que se repetem com muito entusiasmo, como na corrida em Silverstone, dia 14 deste mês, quando Lewis Hamilton alcançou a 80° vitória.

Em 2018 o inglês já havia se tornado um dos três pilotos a somar cinco títulos mundiais. Antes dele, apenas Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher – que, no total, chegou a sete. Assim continua a narrativa da Mercedes-Benz no automobilismo, num legado que une os perfis dos pilotos e suas vitórias.

Entre as boas lembranças, a chegada de Emil Jellinek, vencedor na Semana de Nice, em 1901, com um Mercedes 35 PS, tido como ícone de progresso na época, considerado o primeiro automóvel de corrida moderno, marcando o desenvolvimento automobilístico e sendo referência para toda a indústria. Sete anos depois, outro grande marco: a vitória do Grande Prêmio da França, quando o Mercedes 140 PS chega à frente de dois veículos de corrida da Benz. 

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Em paralelo às vitórias nas pistas, a Mercedes-Benz também inspirava com numerosos recordes. A lenda do “Flechas de Prata” começa com os veículos de corrida Mercedes-Benz W 25 Grand Prix, que dominaram as competições europeias a partir de 1934. Com carrocerias prateadas, engenharia e vitórias históricas, se tornaram ícones da marca.

Frente aos grandes desafios criados pelo desenvolvimento de novos veículos de passageiros, a Mercedes-Benz se retirou do automobilismo ao final da temporada de 1955. Voltou só 25 anos depois, no grupo C, inicialmente fornecendo motores para a equipe de corridas Sauber. Depois, como equipe competidora oficial, iniciando mais uma era de ouro.

Na temporada de 1994, a Mercedes-Benz retorna à classe principal do automobilismo, a Fórmula 1, acumulando numerosos sucessos. Em 2014 marca o início de mais uma era gloriosa. Como equipe, vitórias consecutivas de 2014 a 2018.  A agora nomeada Mercedes-AMG PETRONAS é a campeã mundial de construtores da Fórmula 1, e segue com sua estrela reluzente nestes 125 anos de automobilismo.

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